Maranhão tem médicos suficientes para ocupar a vaga de 471 cubanos, diz presidente do CRM

"No Maranhão, por ano, formam-se cerca de 400 profissionais que estão dispostos a ir para cidades distantes, porém, para isso o Governo, seja Federal e Estadual, tem de oferecer condições mínimas de trabalho, salário atrativo, plano de carreira, entre outros benefícios",  Abdon Murad, pres. CRM.

Um total de 471 médicos cubanos contratados pelo programa do Governo Federal Mais Médicos deixarão o Maranhão, após decisão de Cuba de não mais renovar o convênio com o país, diante das novas exigências impostas pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, como pagar o salário integral aos médicos e fazer o Revalida, a revalidação do diploma de medicina para médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior. 

De acordo com o Governo Estadual, o Estado conta com 677 médicos pelo programa, 206 deles, brasileiros.

Abdon Murad, presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MA), afirmou que no Maranhão há médicos suficientes para atender a demanda de pacientes distribuídos em 217 municípios e que esses profissionais necessitam apenas de estímulos, para poder se deslocar às cidades afastadas da capital e que possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“No Maranhão, há aproximadamente 7.300 mil médicos na ativa. Por ano, formam-se cerca de 400 profissionais. Esses profissionais estão dispostos, sim, a ir para cidades distantes, porém, para isso o Governo, seja Federal e Estadual, tem de oferecer condições mínimas de trabalho, salário atrativo, plano de carreira, entre outros benefícios. Tem de ser ofertada vagas atrativas para os médicos locais. Apoio que o presidente revalide os diplomas dos médicos cubanos e que eles recebam o salário integral. Afinal, são profissionais e merecem os benefícios”, relatou Murad. 

 A seleção de profissionais brasileiros em primeira chamada do edital para o preenchimento de 8.332 vagas deixadas pelos cubanos, será realizada ainda no mês de novembro e o comparecimento aos municípios, imediatamente após a seleção, conforme o Ministério da Saúde.

Fonte: O Estado do Maranhão

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