Quadrilha faturou R$ 22 milhões vendendo camisinhas usadas

A polícia chinesa prendeu uma quadrilha que vendia preservativos usados como novos para hotéis e supermercados da região. De acordo com a polícia, alguns lotes de camisinhas “recicladas” eram vendidos em embalagens e caixas de uma marca bastante conhecida.

Reciclagem de camisinhas

“Nós encontramos os locais de trabalho onde os suspeitos faziam os preservativos nas áreas rurais de Henan e Hebei. Eles eram muito simples. As condições de higiene nesses locais eram muito ruins. Vimos os preservativos que eles estavam fazendo – eles misturaram os preservativos com óleo de silicone em um balde. É algo totalmente abaixo dos padrões oficiais de fabricação”, explica Zheng Xidan, da polícia de Cangnan.

Riscos

De acordo com Chen He, gerente de produtos da fabricante de preservativos Daxiang, esses produtos podem trazer sérios riscos ao consumidor. Em alguns casos, foram encontrados fungos, pequenos remendos e até furos no material. “Normalmente, a fabricação de preservativos envolve a esterilização e testes eletrônicos para buracos e pontos finos”, detalha He, explicando que não havia esse tipo de procedimento na falsa fábrica.
Os preservativos reciclados eram vendidos às lojas por um preço menor do que o de costume, o que fez com que a quadrilha garantisse mais pedidos e, assim, faturasse milhões.

Outros casos

Essa não é a primeira vez que a polícia chinesa apreende camisinhas falsificadas no país. Desde 2014 foram identificados mais de 10 casos semelhantes. Em fevereiro deste ano, a polícia apreendeu mais de 2 milhões de preservativos falsos na província de Shanxi. Segundo autoridades locais, o produto apresentava riscos à saúde.
Por Yahoo.

Comentários