Presa quadrilha que fraudou R$ 700 mil em boletos do condomínio Grand Park

As investigações foram iniciada em 27 de setembro de 2017, com um elevado grau de complexidade, tendo em vista que entre os membros dessa associação criminosa havia um empresário e um servidor público federal com avançados conhecimentos em TI.

A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (15) a “Operação Trojan Horse”, que cumpriu mandados de prisão preventiva contra suspeitos de integrar uma associação criminosa que fraudava boletos de cobranças de taxas condominiais em São Luís.
Ao todo, foram presos Wennys Carlos de Sousa Oliveira, Isaac Pereira do Nascimento e Leide Dayana Dias Silva. Um quarto suspeito, identificado como Reinaldo Castro Araújo, é procurado pela polícia.
Segundo a polícia, a quadrilha adulterava o código de barras de boletos por meio de um sistema de computador que gerava os boletos. Uma vez pagos pelos condôminos, os valores não eram creditados na conta do condomínio, mas na conta de uma empresa gerida pela quadrilha, e depois era transferido para os criminosos.
Servidor e empresário  
As fraudes geraram um prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil de 2015 a 2017 ao residencial Parque das Árvores “Grand Park”, deixando o condomínio sem manutenções básicas ou sustentabilidade.
A polícia informou ainda que entre os membros dessa associação criminosa havia um empresário e um servidor público federal com avançados conhecimentos em TI. Os investigados foram autuados pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de dinheiro.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário de Pedrinhas e estão à disposição da Justiça.
Cinco penalidades 
De acordo com a polícia,  ficou demonstrado nos autos do inquérito policial inerente, que os investigados praticaram condutas amoldadas aos seguintes tipos penais:
– art. 171, CP (estelionato)
– art. 299, CP (falsidade ideológica)
– art. 288, CP (associação criminosa)
– delitos previstos na lei 9.613/1998 (lavagem de dinheiro).

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